O Amor ou a soberba?

Nunca se saberá se maior é no Homem o Amor ou a soberba.
Ligava-os, não um laço, mais um nó: ela desde que nascera fora ensinada a amá-lo, não da forma convencional, mas porque ele era seu pai.
Mas houve um dia que ele partiu.
E ficou o silêncio. Não de um dia, não de uma semana, de mais de dois meses.
Ainda que bem soubesse que o Amor não se escreve com qualquer pena, sua mãe subiu as escadas daquela casa.
Rogou ali que a soberba fosse feita ceder e o Amor sobressaísse: que a menina tivesse o seu pai e que o pai não usasse a sua filha para a guerra que, eles, haviam criado, o divórcio.
Passados dois dias - porque o Amor é urgente - é passajado o rombo da distância entre a menina e seu pai com as letras que daquela casa saíram: o pai tinha que ir buscá-la todos os sábados e ficarem juntos até domingo.